bichas na avenida


Cartier, Prada, Gucci, Louis Vuitton, Boss, Carolina Herrera, Dolce & Gabbana, estas e muitas outras marcas de luxo assentaram arraiais na Avenida da Liberdade onde os angolanos, os chineses, os brasileiros, os colombianos, os mesmos que agradecem a Portas o vistozinho dourado, o passe para a Europa do bas-fond milionário, fazem as suas comprichas e gastam em quinze minutos o que muitas famílias portuguesas não gastam num ano inteiro. Outros donos das marcas, donos do mundo afinal, que gostam mais do cheiro do dinheiro do que de um perfume de gabarito, já estão a abrir a mandíbula esfomeada porque, num país onde a miséria se espalha como peste, o negócio do fútil e do inútil vai de vento em popa lá para as bandas do Passeio Impúdico. Tanto assim é que, segundo reza o DN de hoje, há filas de espera para alugar ou comprar um espaço que, na avenida da opulenta liberdade, sirva de loja de cebolas, cachuchos e trapicalhos onde os afiambrados da estranja vão gastar folhas de alface como quem consome pipis e caracóis na tasca do Mal-Lavado.

Descansem as almas pias, que o diabo não veste Prada só. Veste Boss, veste Armani, veste D&G, veste Zegna, veste Gant, qualquer rodilha lhe assenta bem desde que concebida por uma qualquer prima-dona do alfinete, confeccionada num qualquer resort de trabalho escravo.

Mais aqui:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3376791&seccao=Dinheiro%20Vivo

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