reTOMA!


Lá vieram os apaniguados, os apoderados, os comparsas, os prosélitos, os sabujos do Coelho indigesto, mais os comentadores encartados e os politólogos engajados, mais os equilibristas, os malabaristas, os palhaços, domadores, trepadores e demais troupe do grande circo lusíada, lá vieram todos eles cantar vitória, deitar foguetes e apanhar as canas, que os sacanas nunca fazem a festa por menos. A economia do País está a recuperar, ufanam-se!, crescemos no último trimestre mais do que o resto da Europa, gabam-se!, o desemprego está a baixar, regozijam-se!, a crise já era, Portugal já é. 

Esquece-se essa gente de que, entretanto, centenas de milhares de pessoas foram escorraçadas dos seus empregos e que, em larga maioria, nunca mais voltarão a encontrar trabalho. E esquecem-se que milhares de empresas fecharam as portas, que os impostos subiram em flecha sob a batuta de um tresloucado e que, excluindo uns poucos milhares de larápios e finórios, os do costume, os donos de Portugal e seus discípulos, nós, os demais, empobrecemos. Recuámos perto de 15 anos em poder de compra, vemos o futuro cada vez mais negro e o presente cada vez mais incerto.

Claro que a dispendiosa máquina de propaganda do Coelho amaro deve ser eficaz ou não teria ele tanta gente a vir-lhe comer nas palminhas, mendigando-lhe as gordas migalhas do repasto que o Estado só serve a alguns. Aos outros, a quase todos, corta-lhes as pensões, os salários, os feriados, os empregos, a Saúde, a vida mas, mesmo assim, aposto que muitos votarão, convictos e agradecidos, no Coelho podrido. Nem que, para isso, mortos tenham que votar.

O PS que se segure. Pelo andar da carruagem, com os exageros publicitários que fazem ver retomas onde elas não existem e paraísos que não passam de miragens, o Seguro pode morrer de velho mas nunca chegará a primeiro-ministro. Não que venha daí grande mal ao mundo ou ao País, desgraça não será, mas graça não terá continuarmos com o Coelho azedo a agoniar-nos a existência. Tende piedade de nós!

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