juncker, esse perigoso homem de esquerda

Juncker disse ontem que Portugal, a Grécia e a Irlanda foram feridos na sua dignidade sob o domínio da troika - e dos seus serventuários locais, acrescento eu de minha lavra -, e eis que os até agora admiradores de Juncker, apoiantes de Juncker, eleitores de Juncker, vieram classificar de infelizes as suas palavras, ditas num ímpeto de sinceridade de que talvez já se tenha arrependido, tendo sido Marques Guedes - porta-voz do governo e da pouca-vergonha - um dos críticos mais assanhados. Até houve um elemento destacado do CDS de que agora não me ocorre o nome, bota-falador na Quadratura do Círculo da SIC, a insinuar que Juncker se terá excedido depois de um lauto repasto, bem regado subentende-se. Embora o CDS, sempre hipócrita, sempre oportunista, sempre demagogo, sempre calculista, tenha vindo elogiar as palavras de Juncker, que perfilhou como suas.

Não, não nos beliscaram a dignidade. Arrasaram-na com os bulldozers da austeridade, trataram-nos como entulho a desterrar num qualquer aterro longe da vista e do coração. Principalmente do coração, órgão que lhes deve faltar, humanóides que são, autómatos criados por Merkel à sua imagem e semelhança.


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