os mortos que paguem a crise!

Os ricos, os muito ricos, não pagam crise nem porra alguma!

Até agora, ao contrário do que diz o "nosso" primeiro, são os pobres e os remediados a fazê-lo. Diz o "nosso" primeiro que não tem mexido nos salários e nas pensões de menor valor. Mas esquece-se, o "nosso" primeiro, dos impostos indirectos como o IVA, dos cortes no subsídio de desemprego ou no RSI e outras contribuições de carácter solidário implementados pelo Estado para que o estadinho viesse agora eliminar. Sim, os pobres, os muito pobres também pagaram a crise e de que maneira, ao contrário dos barões assinalados, os Salgados e os Zeinais e os Granadeiros mais os multimilionários que, esses sim, vêem crescer a sua fortuna a olhos vistos, indiferentes à desgraça alheia.

Leio hoje que os agricultores da nova Aldeia da Luz, no Alentejo, continuam a pagar IMI das suas antigas terras submersas pelo Alqueva. Ou seja, terras que o Estado lhes expropriou e que o estadinho faz de conta que ainda existem para poder cobrar mais uns valentes euros para cobrir a dívida criada pelos barões assinalados, os Salgados e os Zeinais e os Granadeiros, mais os Loureiros a dias, os Oliveiras e Costas e outras bostas que tais que é o que cá há mais.

Sendo assim, se se paga imposto por terras que já não são nossas, porque não obrigar a pagar imposto quem desceu à terra e já não é nosso?

Faça-se um levantamento, ó senhores das Finanças: todos os mortos dos últimos vinte anos passam a pagar imposto por ocupação abusiva de terras.

Tivessem ido morrer longe.

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