crónica de uma morte antecipada


São novas do pasquim manhoso: as reformas saem caras ao Estado. Não importa quanto é que cada um pagou, ao longo de décadas, para assegurar uma velhice minimamente condigna. O que importa é que "não há dinheiro", qual destas palavras é que ainda não percebeu? E o pasquim ranhoso vai adiantando serviço ao Passos & Cia: vai alertando os ingratos portugueses, essas alminhas tão difíceis de governar (já Salazar o dizia no seu tom de prior cansado a fazer lembrar o de outro ministro das Finanças), que a mama acabou, que os velhos vão ter que apertar o cinto ou, porque não?, matar-se. Afinal de contas, 37 milhões são 37 milhões, um encargo pesado para as gerações mais novas. Não é, Passos & Cia?

Já agora, se mal pergunto, vão continuar a pagar-se as reformas chorudas de tantas eminências pardas da Nação, muitas ainda em exercício de funções e tantas tão longe dos anos "dourados" da velhice? Ah, já me esquecia, que parvo sou: são direitos adquiridos e, como se sabe, o Estado é "pessoa de bem", não volta atrás com a sua palavra. Eis o que me diria Assunção Esteves, lá de cima do seu púlpito, de sorriso perene e voz melada. Escorraçando, do templo da democracia, os vendilhões da rebeldia.

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