delirium tremens

Jardim volta a desfilar no Carnaval do Funchal. Que alegria para as massas populares, que felicidade, que delírio! A Madeira é um jardim. A Madeira é o Jardim. Portugal não vale um Cavaco. Entre Silva e Relvas, saracoteia-se um Coelho. Bailemos e exultemos com a Pátria que nos saiu na rifa. Sai sempre! Sai sempre! Sai sempre aos outros. Vai um tirinho? Dois? Três? Vamos ao Poço da Morte! Estamos no Poço da Morte. Na Casa do Terror. No Comboio Fantasma. Ei-los de volta, os fantasmas do passado. O fascismo em cuecas. A ditadura de pantufas. Disfarçados neste grande carnaval onde só se pratica o mal. Ai que rico cheirinho a igreja! Desfilemos, abanemos as enxúndias de um Estado sem gorduras. Para pouca saúde, mais vale nenhuma. Não morremos da doença. Morreremos da cura. Enquanto a nossa hora não chega, folguemos, brinquemos, façamos de conta. Mascaremo-nos. Enganemos a fome. Disfarcemos a angústia. Dancemos a dança da morte lenta.


Fotografia: Helder Santos/Aspress (http://www.dn.pt)

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