portugal tem heróis




José António Pinto, também conhecido por Chalana, é assistente social no Porto e foi distinguido, pela Assembleia da República, com uma medalha comemorativa da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Foi receber o distintivozito mas em troca deixou lá, no Parlamento, um discurso demolidor contra os sequazes da troika.

O relato que se segue é do JN:
"Eu não quero receber medalhas, quero justiça na economia, justiça na repartição da riqueza criada, quero emprego com direitos para gerar essa riqueza, quero que a dignidade do homem seja mais valorizada que os mercados, quero que o interesse coletivo e o bem comum tenham mais força que os interesses de meia dúzia de privilegiados", disse, num discurso muito aplaudido, mas que incomodou visivelmente alguns deputados da maioria que assistiram à cerimónia no Salão Nobre.

Num recado dirigido à presidente da Assembleia da República, José António Pinto disse ambicionar "que os cidadãos deste país protestem livremente e de forma legítima dentro desta casa e que ao reivindicarem os seus direitos por uma vida melhor não sejam expulsos pela polícia das galerias deste Parlamento". Mas Assunção Esteves não acusou o toque, limitando-se a reconhecer, no seu discurso, que "nenhuma democracia estará conseguida sem homens e mulheres livres e detentores de condições de vida digna" e que "o Estado tem a função primordial de garantir a equidade e a justiça e a coesão social que proporciona a participação".

No seu discurso, José António Pinto desafiou os políticos a "resistir à idolatria do dinheiro, à tirania dos mercados e à especulação financeira" e a que "estanquem imediatamente este retrocesso civilizacional que ilumina palácio mas, ao mesmo tempo, enche a cidade de pessoas a dormir na rua".

Seguem-se dois vídeos, da sua intervenção no Parlamento e numa conferência organizada pela Visão:


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