matemo-nos uns aos outros

Mães paquistanesas choram os seus filhos.
Há uma guerra declarada entre o Putin russo e o Obama americano, o do Nobel da Paz para quem a União Europeia tem desempenhado o papel de fiel meretriz, "lambeculófila" num dizer castiço que ouvi há anos e não esqueci. Jeb Bush, irmão de outro Bush de triste memória, já se põe em bicos de pés para chegar a presidente, mais merda para o monturo que empesta o grande império. Os talibãs assassinaram hoje mais de 130 crianças no Paquistão, sem qualquer sentimento humano a guiá-los, a demovê-los. Há genocídios no Iraque, na Palestina, na Síria. O neoliberalismo expande-se e mata. "Esta economia mata", disse um homem que, por esta altura, deve ter a cabeça a prémio. Os mais ricos enriquecem milhões a cada dia que passa. Milhares de crianças morrem todos os dias à fome. Milhares de refugiados morrem a tentar escapar da miséria. Os bancos, os mercados, a altíssima e grandessíssima finança domina governos, dita leis, explora e espolia a seu bel-prazer.

Matamo-nos uns aos outros. Por dinheiro. Por petróleo. Pela religião. Por egoísmo. Por individualismo. Por ignorância. Por estupidez. Por cupidez. Por tudo e por nada. De nada valemos aos olhos dos senhores do mundo. Somos os novos escravos de um novo capitalismo, mais feroz, mais rapace, mais desprezível do que nunca.

Somos carne para canhão. E eles já se ouvem ao longe.

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