aqui d'el-rei que nos querem prolongar o martírio


Cavaco, desta vez, escreveu. Para ditar o perfil do sucessor na qualidade de ocupante do casarão cor de rosa, com cama, mesa e roupa lavada, serventia de cozinha e de estábulos para quem goste de cavalgar em toda a sela e montar em todo um povo.

Se é uma questão de sucessão dinástica, tenho uma ideia melhor do que a de sua excelência: que tal nomear desde já o filho varão, ou até o genro que, como toda a gente sabe, é bom gestor e de boas contas, segundo dizem as más línguas mas eu cá não sei e não vi, à Justiça o que é da Justiça é a palavra de ordem que me ocorre e que corre por aí proferida por almas benfazejas até lhes serem apertados os próprios calcanhares e, então, vai disto que amanhã não há, sai uma directa para a cela do canto!

Depois da reinação cavaquista, seria reinar com o pagode termos um sucedâneo a suceder-lhe. Era mais do que um azar dos Távoras, era a azar de dez milhões de portugueses, subtraindo-se deste número aqueles que, contentinhos da Silva com o Silva que nos coube em sorte, gostariam que, mesmo fora de prazo, continuasse a marcar Passos, entre marchinhas na Avenida e marchas militares na parada da paródia em que se transformou Portugal.

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