os madraços são os que trabalham mais?

Os portugueses são calaceiros. Os portugueses têm demasiadas férias e feriados. Tal como os gregos e não é por acaso que os seus países estão como estão. É o que se diz por aí, esquecendo a má preparação dos gestores, as culpas dos patrões mais versados em esmifrar lucros para os seus Mercedes do que em optimizar os recursos das suas empresas, em privilegiar a formação do seu pessoal e, já agora, em pagar-lhe para além do salário mínimo. Gente que ganha mal não pode trabalhar com alegria.

Vem o aranzel a propósito deste quadro do insuspeito The Independent. É na Grécia, e logo a seguir em Portugal, que se trabalham mais horas (tendo, como uma das consequências, o aumento do desemprego). É na Alemanha e na Holanda que se trabalha menos. E isto em 2013, antes das alterações às leis laborais determinadas com a cumplicidade de um tal João Proença.

Parcelas do povo existem, habituadas à secular canga, que acreditam nas patacoadas dos gabinetes de agitação e propaganda, vulgo de comunicação, da direita que não se endireita, nasceu torta e, se é que há Justiça e Deus, torta há-de morrer. Povo que acredita que a culpa pelo estado do País é (só) do Sócrates. Que andámos a viver à tripa-forra. Que Passos, coitado, nunca quis castigar os portugueses mas não teve outro remédio, a troika, Merkel, Draghi, Barroso, os mercados, a credibilidade externa, o perigo da bancarrota a isso o obrigaram.

Justiça e Deus: existem? Tenho as minhas dúvidas.

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