onde se fala, com apreensão, do juízo final, da descida aos infernos e da nata acanalhada da nação perdida


Digam-me que isto não é verdade!

A revista que fez a denúncia não me merece confiança, e não é por ser a VIP, podia ter sido o Correio da Manhã, o Sol, o "i" ou até o Diário de Notícias, o Público ou o Expresso, que não há jornal nem telejornal por que ponha as mãos no lume. 

No entanto, a ser verdade, o caso é grave: um penetra qualquer terá entrado num grupo do facebook restrito a gente da magistratura, não a de influência mas a outra, a que devia pautar a sua actuação, mesmo a privada, por sobriedade, contenção, imparcialidade, e lá vai disto que amanhã não há, o nosso penetra amigo despenetrou, salvo seja, e veio cá para fora divulgar as alarvidades que por lá se escrevem sobre Sócrates e sobre quem ousa cometer o acto terrível de, até prova em contrário, condenar o que há de suspeito - e de claramente errado - nesta palpitante novela de ódio, vingança, cobardia, mesquinhez e vontade de se manter no poleiro "custe o que custar".

A ser  tudo isto verdade, se tudo isto existe, se tudo isto é o nosso fado, nesse caso a piolheira, no dizer de D. Carlos, ou a coelheira, no meu fraco entender, já não tem salvação possível. Estamos fodidos e mal fadados, assim, sem tirar nem pôr uma letra que o tempo não é de meias medidas nem tintas. E, culpado ou não culpado, Sócrates não o estará menos, fodidinho da Silva, ou do Silva que para o caso tanto faz. A presunção de inocência, o respeito por um cidadão que está na cadeia e que ainda não foi julgado nem sequer acusado seja do que for, parecem ser questões de lana caprina para os borregos e barregãs da Justiça à portuguesa e os seus louvaminheiros seguidores.

Eis alguns excertos de edificante juízo ou da falta dele:

 

E, para rematar, o que se terá dito sobre Mário Soares quando foi visitar Sócrates, prosa de fazer inveja a alguns "temperamentais" escrevinhadores nas secções de comentários da imprensa online:


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