31/05/15

o insaciável apetite de frau merkel










Dizem os jornais: a Grécia está disposta a congelar as medidas anti-austeridade para conseguir um acordo. As pressões, as chantagens parece que vão dar resultado. Uma Europa unida e solidária, como nunca esteve até hoje, contra os gregos, contra a dignidade dos gregos, contra a vida dos gregos, contra a soberania dos gregos. A Europa vive em ditadura. E já não é só a dos mercados. É a ditadura ditada por Merkel e pelo seu sinistro ministro das Finanças. A Alemanha conseguiu, 70 anos após ter perdido a guerra, o que não tinha alcançado pela força das armas e à custa de milhões de mortos: dominar a Europa. Ai do Syriza, ai do Podemos, ai do povo que ouse contrariar a ordem estabelecida, enfrentar a austeridade, questionar a autoridade do grande povo alemão, esse mesmo, o que elegeu, aplaudiu e idolatrou Hitler e os seus monstros, os seus campos de extermínio, os seus fornos crematórios, as suas valas comuns.

A Merkel o que é de Merkel: uma Europa de joelhos, de bruços, de rojo pelo chão, de espinhela caída de tanto vergar a cerviz. Uma Europa de guetos, o de Portugal, o da Grécia, dos povos trigueiros, preguiçosos, traiçoeiros, trapaceiros, que urge destratar com o desprezo que merecem. A Europa de Hollande, Rajoy, Coelho, Barroso, Juncker, meros bonifrates nas mãos de carrniceiros.

E os povos, medrosos, irão fazer-lhes a vontade. O Syriza cairá mais cedo ou mais tarde. Os partidos alternativa ao alterne serão rechaçados. As pensões, já se anuncia, continuarão a descer até à inexistência. Os salários continuarão a reduzir até à indigência. A Saúde e Educação públicas serão destruídas. Os ricos aumentarão a riqueza, a classe média desaparecerá, os pobres multiplicar-se-ão. O primeiro mundo atingirá a "qualidade" de vida do terceiro mundo, o sonho dos senhores do universo enfim tornado realidade..

Foi aqui que chegámos, em pleno século XXI, séculos depois da Revolução Francesa, cujos princípios de igualdade, liberdade e fraternidade estão seriamente comprometidos.

Vencidos?

Ou nós ou Merkel. Ou nós ou Coelho. Ou nós ou os fantoches, os capatazes, os algozes.

2 comentários:

ESTÁTUA DE SAL disse...

Não posso estar mais de acordo consigo, Manuel Cruz. Ao menos vamos escrevendo para que se saiba o que está em andamento.

Anónimo disse...

Tudo isto é assustador.E o os povos vergados e humilhados, cada vez mais...Perdemos tudo, até a dignidade.