negros vão os tempos


Durão Barroso disse com todos os dentes que tem na boca que "os eventuais chumbos do Tribunal Constitucional podem pôr em risco o regresso aos mercados". Ficamos portanto a saber que o ainda presidente da Comissão Europeia é pela violação da Constituição da República. Os portugueses que o querem em Presidente da República deviam lembrar-se disto antes de fazerem disparates. É só um aviso.
José Teófilo Duarte

A calinada de Cristas:

Através de meias palavras, ocultações e muita propaganda, o Governo vem dizendo ao que vem, ao que desde sempre veio: a destruição do Estado Social e a substituição deste modelo por uma sociedade, um novo Homem (à maneira das grandes revoluções totalitárias do passado), regido por valores como o materialismo, o individualismo e a caridade. Toda esta transformação beneficia uns poucos - a reforma do IRC, por exemplo, vai ajudar sobretudo as grandes empresas, deixando de fora e em desvantagem concorrencial as PME's - e perpetua clientelismos, amiguismos e a cultura do tacho, sobretudo em caso de posse do cartão dos dois partidos do Governo. Só assim se compreende que as despesas com os gabinetes ministeriais tenham aumentado, que o boys do PSD e do CDS neste momento ocupem a maioria dos cargos de nomeação política da administração pública, que milhares de assessores e adjuntos tenham sido arregimentados, vindos directamente da universidade de verão do PSD e dos meninos do Caldas, que várias figuras que diariamente regurgitam nas televisões a propaganda governamental estejam a ser recompensadas com cargos em empresas amigas - Arnaut, Catroga, etc. -, que na Saúde e na Educação se tenha vindo a cortar verbas para escolas, hospitais e centros de saúde públicos ao mesmo tempo que aumentam as transferências para hospitais em PPP e escolas com contrato de associação, e que se estejam a transferir recursos e a delegar competências nas IPSS's, reduzindo e estrangulando o financiamento à Segurança Social.
Sérgio Lavos

A sorridente Merkel parece não ter ainda percebido que a sua gestão egoísta e medíocre da crise da Zona Euro é acompanhada por toda a gente, fora da Alemanha, com angústia e apreensão, pois o que ela promete é uma continuada erosão que redundará em desastre. Merkel, usufrui, contudo, a doçura dos momentos em que tudo parece possível. A Alemanha é dona incontestável do futuro da Europa. É ao mesmo tempo réu e juiz em causa própria. Está acima das regras que obriga os outros a cumprir. 
Viriato Soromenho-Marques

Um apagão democrático em que já não há vergonha de se dizer bem alto ao que se vem. O conflito ideológico e de classe é marcante nestes tempos: um ministro da defesa que afirma querer rever a Constituição com medo de um Estado Social totalitário, Durão Barroso que avisa a Europa sobre o perigo das decisões do Tribunal Constitucional, Crato que por vingança inclui como serviços sociais impreteríveis em caso de greve os exames nacionais, Portas que escreve uma composição digna de reparos até no ensino básico e que, subscrita em Conselho de Ministros, arredada que está a sua inacreditável redacção, representa talvez o documento mais perigoso e preconceituoso dos últimos tempos: uma receita conducente à reconfiguração do Estado e mudança de regime.
Lúcia Gomes

«O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, defendeu hoje a revisão da Constituição, argumentando que existe em Portugal a "tentação de um Estado totalitário" provocado por um "Estado social absorvente" que cria "promiscuidades", "clientelas" e "dependências".»

Senhoras e senhores, madames e monsieurs, ladies and gentlemans, bem-vindos à lei da selva.
José Simões

Somos ricos, financiemos as máfias do ensino secundário privado!

Os juízes decidem.

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