no enforcamento conjugal de relvas, dois coelhos e a falta que a cajadada fez

Relvas deu o nó. Não na garganta, credo!, que o homem não é desses, a vidinha corre-lhe de feição. Deu o nó com uma moçoila que, reza a maledicência lusa, também não é, como ele, flor que se cheire. Deram o nó e a fina-flor do entulho nacional acorreu à cerimónia, em peso. Foi de peso a gente que lá esteve, a que nos pesa na carteira e nos dias, amargos e sem festança. Desde Zainal Brava a Mira Amaral, da PT ao BIC pois então, que a gratidão é sentimento nobre, mais os políticos em voga, tantos que seria fastidioso nomeá-los todos, foram mais de 200 convidados numa festa que se quis discreta, os tempos são de austeridade e a luxúria deve quedar-se em bom recato, com os basbaques de longe a salivar menus, a admirar trajares. E estiveram lá, também, Passos Coelho e Jorge Coelho. Pena ter faltado a cajadada. Era o princípio do fim do centrão que tanto nos tem azucrinado a existência. 

Porque hoje me sinto fútil, sinónimo de inútil, deixo-lhe aqui algumas fotografias do opíparo casório para que sacie a alma de sopeira ou de sopeiro que há em si. Em mim também, que entre apertos e roubos é o que levo desta vida, ver a vida dos outros, o fausto dos outros, os roubos dos outros, a desfaçatez dos outros, a cupidez dos outros. 

Fique a saber: quando algum dos demais se casar, faça-se convidado e leve a moca. Nunca se sabe quantos coelhos sairão da toca. A quantos lhe toca dar com a cachaporra. Verbal, que somos gente de bem, mais dada a procissões do que a protestos.










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