pinto galinhola

Nuno Miguel Sousa/http://caras.sapo.pt/
No vídeo, Margarida Rebelo Pinto em todo o seu esplendor político e intelectual.

Diga-me Guidinha: em que consistiram os cortes no seu orçamento? Qual é o seu rendimento médio mensal? Pode ser comparado ao de um desempregado? Ao de um casal de desempregados? Ao de um assalariado recompensado com o ordenado mínimo? Aos dos idosos que passam fome para que as suas pensões, violentamente cortadas, cheguem para acudir aos filhos e netos?

Ora abóbora, Guidinha. A rica revela-se. Defensora do neoliberalismo de pacotilha, privilegiada, mimada, ferozmente reaccionária, de vidinha mais do que confortável ao lado dos que pouco ou nada têm, nem para pagar as taxas moderadoras nos hospitais. Esta é uma realidade que não vem nos seus livros. Desconhece-a. Não sabe nem da vida a metade.

Escreva. Escreva a metro. Escreva para encher prateleiras. Escreva para quem goste de a ler. Mas não cague sentenças nem arrote postas de pescada. Isso deve emagrecer e a rica já é fuinha que baste, não se deixe definhar. E, acima de tudo, deixe protestar quem quer protestar. A isso, chama-se liberdade. Se não sabe o que é, vá ao dicionário. Vá pelas passerelles do possidónio jet set lusitano, vá às vernissages dos criadores seus amigos, aos cocktails dos ricos e famosos, aos concertos na Gulbenkian para alardear cultura e joie de vivre.

Vá para aquela parte. Para isso, deve ter arte.

Comentários

Gabriela Bruno disse…
Vá e não volte, que era um favor que nos fazia.

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