28/01/15

merkel está zangada, muito zangada


Merkel deve estar a passar-se, destrambelhada dos nervos. Qualquer dia dá-lhe o badagaio, o trangomango, o traque-mestre. Ela, a Grande Patrona da Europa, matrona do capital foleiro, dos mercados, dos especuladores, dos holdings financeiros, da banca depauperada por mil e uma fraudes, andou a amparar os gregos, esses chulos da Grande Pátria Alemã, para agora aparecer um tal Tsipras a escangalhar-lhe o arranjinho, agora que os gregos estavam quase a chegar ao fim do poço, a mergulhar de vez nos infernos da miséria absoluta. 

Então não é que o fedúncio, mal se assenhoreou do governo por decisão desse estúpido povo criador da democracia, coisa que Merkel despreza com todas as suas enxúndias apesar de encher a boca com ela, deu em esbanjar electricidade gratuita por 300.000 famílias que, por mor da crise, regressaram aos anos 40 e aos candeeiros a petróleo? E quem paga, perguntarão os Camilos, os José Gomes, os Pedros e os Paulos, os Medinas e os Marcelos deste triste estaminé tão facilmente mercadejável por Merkel? 

A Grande Pátria Alemã, pois está claro. Agora, que a economia lá deles ia de vento em popa graças aos proventos da crise, que Portugal de Pedro, a Espanha de Mariano, a França de François e a Itália de Matteo puseram os seus povos de joelhos diante da Grande Pátria Alemã, tantos deles na penúria, eis que aparece um tal Alexis, da esquerdalha mais rancorosa, mais zaragateira e rebelde, a exigir que a Merkel mercadora devolva a independência, a liberdade e o dinheiro a essa catrefa de paralíticos (não é, Rodrigues dos Santos?), de trapaceiros (não é, Rodrigues dos Santos?) e de prevaricadores (não é, Rodrigues dos Santos?) que constitui o povo helénico.

Por mim, pelos portugueses, pelos franceses, pelos italianos, pelos gregos, por todos os povos do mundo, oro aos deuses das alturas para que o governo grego não falhe. Que cumpra o que prometeu e que meta a Merkel a mercadejar, única e exclusivamente, lá pela sua Grande Pátria, de onde nunca devia ter saído para nos invadir sem armas de fogo, mas com armas que matam na mesma: a fome, o desespero, a má Saúde, a má Educação, a emigração, o futuro interrompido.

Que renasça a esperança. E que viva a Grécia!

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