de bordel em bordel, um manancial de novas oportunidades


O ministro da mota (onde isso já vai!) está a ultimar uma disposição legal que entrega a agências privadas certas responsabilidades do IEFP, como a de procurar trabalho para quem está desempregado. Como toda a gente sabe, e se não sabe devia saber pelos bastos exemplos que nos têm dado o BPN, o BES ou a PT, a iniciativa privada sabe gerir melhor do que o Estado. 

Esta tem sido a orientação do governo que nos calhou na rifa: privatizar. A Saúde, o Ensino, a Segurança Social, a electricidade, os transportes, terrestres e aéreos, a água. Qualquer dia, até o governo é privado, prescindindo-se assim do voto do povo (e o caso grego veio alertar-nos para o perigo que, apesar da propaganda, apesar da informação rigorosamente condicionada, representam as eleições). 

Privatize-se o governo. Faz-se um concurso, os privados apresentam preçários para o desempenho das funções de ministros e primeiro-ministro e lá vai disto, ganha o que apresentar preços mais baixos, elenco mais reduzido e garantias de obedecer, diligente, veneradora e entusiasticamente, às ordens de Berlim, Bruxelas e Washington.

Privatizar as putas que os terão parido, como alvitrou Saramago, já não chega. É preciso edificar mais lupanares também. A actividade de proxeneta há muito que é um bom exemplo de empreendedorismo. Eis pois uma janela de oportunidades, a par da emigração, para os precários e os desempregados. Chega de pieguices, de criancices e outras chatices. Chegou o Eldorado a Portugal.

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