com curso ou sem curso, ele tem a escola toda e o resto são cantigas


Toda a gente fala do curso (ou do não-curso) de Relvas, como se fosse este o seu único pecado. É preciso que nos lembremos, sempre, das suas ligações às secretas e dos casos nunca esclarecidos em que o seu nome esteve envolvido com o de Jorge Silva Carvalho; do saneamento político de Pedro Rosa Mendes; das ameaças que fez de divulgação de pormenores da vida privada de uma jornalista do Público (ter-lhe-ão sido bufados pelos seus amigos das secretas?); das suas manobras no interior da RTP, com a nomeação de Alberto da Ponte, a demissão de Nuno Santos e o processo, por enquanto falhado, de privatização da empresa; das negociatas da Tecnoforma, em associação com Passos Coelho (helas!). E do muito mais que, num país normal, já teria levado Miguel Relvas a demitir-se ou a ser demitido. No mínimo. Noutros países, com padrões éticos e democráticos mais exigentes, alguns destes casos seriam sido também objecto de investigação policial. Por cá, almas caridosas (todas do PS, elas lá saberão porquê) vêm em seu socorro e em defesa da sua liberdade de expressão. Um direito que, ele próprio, Relvas, não reconhece aos seus oponentes, por mais que bata com a mão no peito a jurar as suas virtudes de democrata. E de impoluto. Esse. O mesmo homem que se bamboleou pelo Copacabana Palace ao lado de Manuel Dias Loureiro. Que é ou terá sido amigo de José Dirceu, preso no Brasil por corrupção. Que tem relações privilegiadas com a nata angolana, de reconhecida idoneidade política e empresarial como toda a gente sabe. 

Com curso ou sem curso, o que importa é a escola que tem. E tem-na toda.

Fotografia de António Cotrim/Lusa (http://www.esquerda.net)

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