um safanão a tempo

Devem ter insultado lá o Relvas deles. Ou cantado a Grândola numa cerimónia pública. Ou gritado contra a austeridade. Coisa pequena não devem ter feito para serem assim tratadas pela polícia que, claro, se limita a fazer cumprir as mais elementares regras democráticas. E, para salvaguardar a democracia, há que, de ora em diante, proibir ajuntamentos de mais de duas pessoas, vigiar as redes sociais, identificar os "profissionais da contestação" (ou da desordem, diria Macedo), prender quem reclama contra os governos eleitos por sufrágio universal e directo.  Mesmo que seja a cantar, a soltar palavras de ordem, são um perigo, um insulto, um atentado. Puro terrorismo, guerrilha urbana é o que é. 

A edificante cena de cima passou-se em Milão. A de baixo em Madrid. Este fim-de-semana. Piores dias virão.



Comentários

Anónimo disse…
A polícia espanhola,como sempre,prima pela brutalidade.

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