a solução final


O objectivo do governo é claro: as empresas que não conseguirem sobreviver à crise devem desaparecer, não servem nesse novo modelo de economia e nesse novo Portugal que estão a construir com o denodo, a crueldade dos déspotas iluminados. A talhe de foice, pergunto: será que querem proceder à mesma selecção natural entre os portugueses? Será que os que não aguentam a crise, que ficaram desempregados, que vivem nas ruas, que passam fome, devem morrer? A frieza com que encaram a situação do País, a indiferença com que assistem ao sofrimento de milhares de pessoas, a vontade férrea de ir ainda mais longe na destruição de emprego e de vidas leva-me a acreditar que sim, que estamos perante uma nova forma de nacional-socialismo sob o manto diáfano da democracia. Lamento se nunca vierem a ter o seu Nuremberga.

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