chulos e pontapés




As rameiras do regime, gente de vida fácil que se bamboleia e engorda à sombra de partidos, bancos, jornais, televisões, conluios e compadrios, apressaram-se a menorizar a importância e grandeza das manifestações de 2 de Março. Tiveram menos gente do que as de 15 de Setembro, dizem uns. Eram só velhos, dizem outros. Tiveram a mão de partidos e sindicatos, alertam muitos. São perigosos agitadores ao serviço de agendas ocultas para subversão do regime, avisam outros tantos entre lágrimas e suspiros. São vítimas fáceis da propaganda populista que fará perigar a democracia, tremem os demais. 

Apetece-me glosar Ary: serão tudo o que disserem, mas um povo castrado não! 

De todos os que estiveram lá, muitos nem seriam de esquerda, outros renegarão os partidos, quaisquer que eles sejam, outros nunca se terão interessado, até agora, pela política. Mas a causa que os levou à rua é comum a todos eles: abalar as estruturas de um governo de sabujos perante a troika, os mercados, os senhores do mundo; um governo onde reina a sobranceria, o desprezo absoluto pelos eleitores, a mentira e a vontade cega de transformar a economia e o País numa fábrica de terceiro mundo, num vasto mercado de novos escravos, mal pagos, mal protegidos pelo Estado, espoliados e descartáveis, que podem até morrer antes de atingirem a idade da reforma porque não vai haver dinheiro para os tratar, amparar e dignificar.

Os portugueses, quer se manifestem nas ruas ou não, já perceberam ao que vêm Passos e os seus acólitos. E não perdoarão. E não descansarão enquanto a canalha que nos domina, nos atira para a mendicidade, nos rouba o direito à vida e à felicidade, seja afastada e perseguida. Corrida a pontapé se preciso for.

É o que estão a pedir.

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