a morte lenta do messias de massamá






Ele há dias em que até o Correio da Manhã trás uma manchete decente. Passos perdeu, que o peso da sua derrota nos seja leve. Ainda não foi a que merecia e que o seu desempenho plenamente justificava, há votos devotos que são pecado mortal, mas é melhor do que nada. É o princípio do fim. Do fim deste longo drama de faca e alguidar de que os vindouros, felizmente, só ouvirão falar em panfletos de cordel e nos rodapés dos compêndios de História.

E agora, o que vem a seguir? A que chantagens, a que pressões, a que medos vamos ser sujeitos? Os juros da dívida já estão a subir, tanto quando Passos e o PPD estão a descer? E a Bolsa de Lisboa, vai ter um dia funesto? E a frau Merkel? Que atitude vai tomar perante este desmando ao seu mando? E Durão? Vai-nos atiçar os cães da troika, nós que temos sido carniça tão apetecível nos mercados da traficância? E Silva, o eterno, o perene Sr. Silva? Vai continuar a ser o Presidente de alguns portugueses, felizmente cada vez em menor número? E quais os novos roubos, os novos crimes que, quanto mais não seja por vingança, Passos vai perpetrar contra os portugueses? Não nos esqueçamos disto: o homem, o pequeno homem que pensava ser grande, não tem nada a ver com os portugueses, com o nosso sentir, a nossa maneira de ser e de viver. Ele acha-nos podricalhos e piegas. Ele acha que, finalmente, nos está a domesticar e a meter nos eixos. Mais uns cilícios, mais umas macerações, só nos podem fazer bem. Ele, o Messias de Massamá, regenerará os portugueses, purificará a raça, preparará Portugal para enfrentar os desafios do futuro. Quando, depois de colónia alemã, pertencermos à China na qualidade de zona franca destinada a trabalho escravo.

Mas, enquanto o pau vai e vem, folgam-me as costas. Folgazão, vejo as primeiras páginas dos jornais de hoje e sorrio. Um dia não são dias. O dia nasceu chuvoso lá para os lados da Buenos Aires e do Caldas. Aqui, onde moro, há uns raios de Sol a passar por entre as nuvens. Raios de esperança. Nem tudo está perdido.

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