e para que quero eu um rato mickey?

Por Ferreira Fernandes

Diziam antes os analistas: "No domingo é que é a verdadeira sondagem!" Mas apareceu a sondagem - que não sem razão é palavra que vem de sonda, instrumento para nos indicar a profundidade das águas - e todos se puseram a contar os telhados das câmaras ganhas. Ora isto faz-se com os dedos, um ábaco ou com o calculator do telemóvel, soma-se e, em dando 150 para o partido mais votado e o partido seguinte ficar só com 106, ganha o primeiro. Não me dei ao trabalho de recontagens porque em questão de câmaras basta-me uma, onde moro (e fiquei bem servido). Digo-vos isto para confirmar que não fiquei entusiasmado com a composição da Associação Nacional de Municípios (esta composição ou outra qualquer) porque suspeito que os congressos da FIFA me condicionam mais o meu dia a dia. Já lições a tirar do que a tal sonda trouxe à superfície interessam-me. Porque me iluminam as legislativas (os governos) a vir. Foi disso que escrevi na crónica de ontem. A macrossondagem feita no domingo (foram ouvidos milhões) disse-me que os portugueses estão zangados mas também que os portugueses mobilizaram-se menos, agora, 2013, do que em 2009 o tinham feito pelo partido que se propõe apaziguar a zanga. A quota de votos do PS desceu de 37,67 por cento para 36,35 nesses quatro anos. Logo, a oposição convence pouco. Será suficiente para ganhar, será, porque ao Bugs Bunny qualquer Rato Mickey ganha... Mas a questão é: e para que quero eu um Rato Mickey?

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