diga não ao roubo generalizado!


Ah!, se fosse só o assalto fiscal a atazanar-nos a vida e a bolsa em 2013! Mas não. De repente, como quem não quer a coisa, os nossos queridos fornecedores de água, gás e electricidade, mais a Segurança Social, as Finanças e o diabo a quatro, descobriram que estão sem dinheiro (ou querem mais dinheiro) e, mais uma vez, temos que ser nós a contribuir para a nacional-gulodice. De repente, como quem quer a coisa, assaltam-nos as caixas de correio com contas para pagar, de despesas que não fizemos, de dívidas que nunca sonhámos ter. Os contadores, esses, passaram de contadores a corredores de fórmula 1, em desvairada aceleração. As dívidas, dizem eles, ascendem a muitas centenas de euros. Porque os angolanos, os franceses, os chineses e outros malteses, a quem entregámos de mão beijada as nossas empresas, e mais as que estão para alienar em nome da dívida pública e da sordidez dos políticos que nos desgovernam, pedem mais, querem mais, exigem mais.

Por isso, amigos, se lhe chegarem a casa facturas de tortuosos montantes, protestem, façam-lhes a vida negra, azucrinem-lhes os cobiçosos neurónios, refilem até que os dedos e a garganta vos doam, escrevam-lhes emails e cartas, recorram à Deco, não os deixem respirar, muito menos de alívio. Peçam a verificação (aferição, dizem eles) dos contadores a entidades credíveis. Sobretudo, desconfiem. Desconfiem muito. Essa gente não é gente de bem, aprendeu com o Estado que temos e a quem, alega Coelho, alega Gaspar, alegam Borges e os nossos banqueiros, devemos mundos e fundos. Este mundo e o outro.

Todos os assaltos têm um fim. E os criminosos, num país como deve ser, vão parar com os costados à cadeia.

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