e agora, gaspar?


O homem que manda cá no burgo, sob as ordens de Merkel e com o ámen da coelhal figura, aquele que dá pelo nome de Gaspar e a quem prefiro chamar Raspar, está metido num imbróglio de que ele, como sempre, saberá desenvencilhar-se airosamente. E isto porque o Presidente de Todos os Portugueses que Nele Votaram vai mandar o Orçamento de Estado para o Tribunal Constitucional, depois de o ter aprovado (mais uma bizarria de um país escavacado, encalhado entre dívidas e ladroagem de gabarito). 

Claro que os doutos juízes, a exemplo do ano passado, vão declarar uma ou outra inconstitucionalidadezita que "por este ano passa" dada a crise económica que o país atravessa e porque torna e porque deixa e por mais isto e mais aquilo. Mas também pode, ou não acreditasse eu em fadas e no Pai Natal, obrigar a mudanças radicais no orçamento. Se for este o caso, que fará Gaspar? Ele, que tanto tem feito para aumentar o seu prestígio junto da alta finança internacional à custa de todo um povo, não se dará por vencido. Enquanto os nossos bolsos  tiverem um pouco mais do que cotão, por pouco que esse pouco seja, ele saberá esmifrar-nos, desenrascará (e nisso é muito português) maneiras de legalizar mais roubos, relegando-nos de vez para a condição de miseráveis.

De uma coisa tenho a certeza: Raspar, sob as ordens de Merkel e dando ordens a Passos, já conseguiu destruir grande parte do país. Está quase a conseguir fazer de Portugal a China da Europa, com mão-de-obra ao preço da uva mijona, uma horda de novos escravos a engrossar as fileiras de um exército de gente disposta a trabalhar por uma côdea de pão.

Vivemos acima das nossas possibilidades. Soframos as consequências.

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com

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