o fundo do poço

Por Luís Rainha

Mês sim, mês não, lá vem à tona mais um grande icebergue de porcaria, com o nome de Paulo Portas a reboque. A meses de tudo ficar irrevogável, o bom do Álvaro denunciou mais um acervo de contrapartidas-fantasma, mais uma medalha no peito do maquinador que abomina os "actos de dissimulação". Este, no rescaldo do chilique com que paralisou o país, viu-se promovido, passando agora a vigiar... a aplicação dos "seus" contratos militares.

O amigo de sempre, Pires de Lima, tomou conta das torneiras que em breve pingarão dinheiro; a banca e os do costume bateram logo palmas à estatura do novo ministro, mesmo antes da sua primeira carimbadela. Nada que se compare com um estrangeirado com a mania que é outsider e original, claro.

Entrar para a pandilha que nos governa implica a conversão imediata aos piores dos hábitos: temos uma recém-ministra que dá entorses à verdade, jogando com palavras para camuflar a manobra em falso. Até aquele senhor despenteado aprendeu o jargão em poucos dias. E descobriu as delícias de navegar por mares já muito navegados, andando agora a anunciar mais "grupos" em busca de "ideias" para a RTP.

Como contraponto à invasão de neófitos, a escolha de um veterano para dormitar nos corredores do poder revelou total falta de decência: ressuscitaram um mono apontado pelo amigo americano como nepotista e perdulário.

Lá longe, à beira do poço, os ricos brincam "aos pobrezinhos". E riem dos cómicos peixes vermelhuscos que se vão entretendo a morder as caudas uns aos outros.

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