tarde na comporta foi passada a fingir que chegava a conta da luz e não havia dinheiro para pagar

Por Zé Pedro Silva

«C’orror, c’orror, chegou a conta da luz e não temos dinheiro para pagar. Ricardinho vá buscar as velas, querido, que não tarda anoitece e vamos andar tipo mosquitos a bater nos sobreiros», foi com esta bomba que Cristina Espírito Santo chegou hoje à mesa do almoço, na Comporta.

«C’orror, quanto é, tia?», perguntou outra Espírita Santa. «Sei lá, 170 euros, nem vi bem», respondeu Cristina. «Mas isso é uma fortuna», confirmou então a outra Espírita. «São dois meses, mas mesmo assim não sei como é que vamos fazer...», continuou Cristina, enquanto se sentava à mesa.

«Calma! Oiçam, se a conta chegou agora, podemos mandar a leitura do contador e eles têm de fazer outra factura, por isso temos mais uns dias para pagar», sugeriu desta feita outro Espírito, enquanto servia o espumante à Cristina. «Ai que génio, oiça, você é bestial, assim temos uns dias para conseguir amealhar», afirmou Cristina, enquanto se servia da salada de lagosta.

Entretanto, chegou outro Espírito: «Desculpem o atraso, mas fui ao ATM pagar a luz.»

«Oh Manel! Oh, estragou a brincadeira toda, estávamos aqui em pânico sem saber como é que íamos pagar a luz. Que maçada, cinzentão, se não sabe brincar aos pobrezinhos vou mandá-lo pó Mónaco», concluiu Cristina, para gáudio dos Espíritos todos, que começaram logo a planear outra partida para o jantar.

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