aníbal, o furioso

O senhor presidente está descontente com a classe política a que ele, aliás, nunca pertenceu. Os partidos, entenda-se os da oposição e não o dos seus nobres e queridos meninos que ele ajudou a criar, estão a portar-se mal, vão levar tautau no sítio onde as costas se dividem e cambiam de nome. É só intrigas atrás de intrigas, ignoram o fulgurante crescimento económico do País, não se preocupam nem com os desempregados nem com os esfomeados nem com os reformados, onde ele aliás se inclui, o mais alto indigente da Nação. Isto assim não pode ser. Os seus pimpolhinhos, oh miséria!, oh martírio!, são alvo constante de insultos, injúrias, desfeitas, mentiras, críticas injustificadas, eles que, a par do senhor presidente lá do assento etéreo onde subiu, salvaram a Pátria da bancarrota, do descalabro, da tragédia há muito anunciada, desde que Sócrates ganhou a Santana, não o Vasco mas o magriço da Misericórdia, do jet set, do túnel, da incubadora, conhecido também pelo Menino-Guerreiro, assim, com maiúsculas como maiúscula é a criatura, um crânio, uma cachola, uma moeda má ainda assim preferível à moeda falsa partejada no Rato.

O senhor presidente está furibundo. Já não vai lá com Xanax.

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