agora, falo eu!




Um homem, vestido de escocês, vá-se lá saber porquê, gritou "Agora, falo eu!" hoje, na Assembleia da República, quando Passos Coelho se preparava para discursar. Foi corrido pela polícia, não sem antes amachucar o seu Cartão de Cidadão e atirá-lo lá para baixo, para as bancadas dos parlamentares.

Fazem-nos falta mais destes incidentes, que acordem os cidadãos amodorrados. Manifestações? Fazem falta. Greves? Fazem falta. Mas fazem também falta outras acções, radicalmente criativas, que proclamem, bem alto, que a democracia em que vivemos é uma aldrabice, que o que se pede ao povo é que, levado ao engano e no engodo de promessas vãs, vote de quatro em quatro anos.

A democracia pode, deve, tem que ser mais do que isso. Passos Coelho não recebeu carta branca para destruir o Estado, vender-nos ao desbarato, desmantelar a Saúde e a Escola públicas, até porque o desmentiu durante toda a campanha eleitoral e anunciou exactamente o seu contrário, sob uma aura de probidade a que, nem de perto nem de longe, tem correspondido.

Fotografia: http://sol.sapo.pt

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