memórias do cárcere (4)

Publicado no dia 17 de Janeiro:


Este povo não aprendeu as lições da história. Prefere viver de joelhos. Resigna-se. Cala-se. Demonstra rancor pelos que, com defeitos, é certo, ao menos defendem e sempre defenderam os seus direitos, os seus interesses. Eu sou do PCP, do BE, do MRPP, de qualquer partido, qualquer movimento, qualquer organização que se oponha - sem tibieza nem falsidades - a este governo de crime sem castigo. Não quero saber de capelinhas, nem de quintinhas, nem de sensibilidadezinhas. Dir-me-ão ignorante das coisas da política, acrítico, troca-tintas. Pois seja. Do que nunca me acusarão é de querer dividir quem está do meu lado. Dogmas, tendências, intolerâncias, facciosismos, desejo-os ao inimigo. A esse sim, quero vê-lo fraco, moribundo, morto. Enterrado, para sempre, no cemitério da ignomínia.

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