os negreiros da nação


Ricardo Salgado, familiar da Cristina dos pobrezinhos e presidente do Banco Espírito Santo, veio, também ele, mostrar o que vale esta gente, não em dinheiro mas em moral cristã, em consciência social, em solidariedade humana. Nada. 

Disse ele que os portugueses não querem trabalhar, preferem estar no subsídio de desemprego. O Sr. Ricardo Salgado desconhece, ou finge desconhecer, que a grande maioria dos desempregados ou não tem direito a subsídio ou já não o está a receber. O Sr. Ricardo Salgado desconhece, ou finge desconhecer, que o subsídio é um direito, não uma esmola, para a qual todos os trabalhadores descontam, todos os meses, parte dos seus salários.O Sr. Ricardo Salgado desconhece, ou finge desconhecer, que grande parte dos desempregados deste País não consegue nova colocação e vive sob a constante ameaça de se afundar na pobreza extrema. O Sr. Ricardo Salgado desconhece, ou finge desconhecer, que o valor do subsídio, para grande parte das pessoas que ainda o recebe, ronda os 400 euros. O Sr. Ricardo Salgado, mais a Cristina, mais a Kiki, mais a Pitucha e a Biluxa do inner circle dos Espírito Santo, deviam viver com 400 euros por mês durante, digamos, um ano. Assim sim, iam aprender o que era, de facto, brincar aos pobrezinhos. Não iam achar graça à brincadeira.

Os banqueiros, grandes responsáveis pela actual situação do País e do mundo, deviam cingir-se a viver discretamente as suas irrelevantes vidinhas de nababos. Mas não. Botam faladura, arrotam disparates. De cada vez que abrem a boca, a arrogância, a maldade, a indiferença ao sofrimento, o egoísmo esvai-se-lhes como peçonha.

Passos Coelho aprendeu pela mesma cartilha. Estamos bem entregues.

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