tolos com artes de malvadez


Se o meu amigo, ou amiga, não anda a dormir na forma nem está entre os privilegiados da Nação, já devia ter adivinhado que, com estes governantes, o Sol, quando nasce, nunca é para todos. Tem sido assim desde sempre. Os grandes empresários ficam de fora da crise. Os banqueiros são imunes à austeridade. E os políticos, porque quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte, também não são abrangidos pelos cortes nas reformas, agora anunciados como se de boa notícia se tratassem ("podia ser pior mas nós, os vossos beneméritos, conseguimos esta esmola que vos damos em troca de gratidão e do vosso voto"). Tal como os polícias e os militares não vão ser afectados pelos cortes, há que acalmar a fera, lançar-lhe um torrão de açúcar, um punhado de palha, carniça ensanguentada, qualquer engodo. Tal como os magistrados e os diplomatas, que se distinguem do resto da maralha pela sabedoria ou classe de primeira.

Esperemos um longo Inverno. Sem Sol. Ou há moral ou comem todos.

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