alegre não ficou alegre


Manuel Alegre não ficou contente com o anunciado corte das subvenções vitalícias. Alegre é dos que a recebem. E Alegre nem sequer é dos casos piores, foi deputado durante 30 anos e já tem idade mais do que suficiente para estar reformado. 

Qualquer um tem o direito de ver contados, para a reforma, os anos em que trabalhou para o Estado, seja como deputado, ministro ou outra coisa qualquer. Tal como qualquer outro funcionário. Nada mais, nada menos.

Não duvido do que Alegre diz, que esta é uma medida populista do governo, em especial do CDS, para fazer esquecer os atentados de Pedro e Paulo contra os reformados e, brada aos céus, os mortos por intermédio dos seus viúvos e viúvas. Mas isso não impede que se veja o quão injusto é, em tantos casos, este subsídio de que beneficiam, por atacado, deputados tanto com 10 como 30 anos de serviço, ministros de alguns meses, milionários de muitos anos e até, que nos valham Santo Ambrósio e Santo Eucarário, presidiários.

É aguentar, meu caro, é aguentar e cara alegre. O povo aguenta, ai aguenta, aguenta. Porque não Alegre?

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