os mais necessitados


Registem nos vossos canhenhos e ponham de parte uns cêntimos para os que, de entre todos estes, se provar serem entes necessitados: Manuel Dias Loureiro, António Vitorino, Armando Vara, Rui Gomes da Silva, Ângelo Correia, Duarte Lima, Joaquim Ferreira do Amaral, Zita Seabra, Carlos Melancia. Todos estes indigentes que a Nação pariu recebem subvenções vitalícias, entre os 2.000 e os 9.000 euros mensais. E o governo, sempre tão lesto a ajudar os mais carenciados, vem dizer que vai manter a subvenção para os que dela precisam. Vai-se a ver, quando chegarem ao fim das indagações, e de examinarem minuciosamente os atestados de pobreza de cada um deles, vão chegar à conclusão de que, afinal de contas, todos têm precisão da dita subvenção. Uns porque estão engavetados, outros porque já o deviam ter sido há muito, outros, finalmente, porque têm empregos muito mal remunerados à frente de editoras, de aquários de tubarões, vulgo escritórios de advogados, ou da paupérrima Lusoponte.

Exponham-se, por hospícios e lupanares, caixas de esmolas destinadas a auxiliar os mendigos. Os idosos, os inválidos, os desvalidos, os desempregados, os milhares e milhares de portugueses subalimentados a salário mínimo e sopinhas da caridade que se lixem, são nada, não são gente que se veja ou a quem se acuda ao lado de tão augustos seres, que tanto deram a Portugal e que tão pouco recebem em troca. 

Vivem na miséria. Atiremos-lhes uma moedinha. Vá lá, duas. Eles merecem. Façamos colectas, quermesses, saraus de beneficência, espectáculos de solidariedade, vaquinhas, vasquinhas com que se possam cobrir. Não deixemos morrer à fome, nem de frio, tão nobres e leais serviçais da Pátria. Sejamos dignos de quem nos serviu sem se servir, empobreceu em nome de um povo que agora, nesta hora difícil, não lhe pode virar as costas.

Vamos, irmãos. Fazei-de o bem. Sem olhar a quem.

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