e os alemães, tão engraçados, que nos pagam as dívidas com mil cuidados


Entre outras atoardas e mentiras, dizem-nos os serviçais do reino - leia-se, se se quiser, lambeculófilos de serviço - que os alemães é que nos andam a pagar as dívidas e que, como tal, têm o direito de exigir pois, já lá dizia a Ferreira Leite, a tia Nela, "quem paga, manda".

Para além dos milhões que têm sido ganhos pela banca alemã à conta da crise no Sul da Europa (não sou eu que o digo, veio em todos os jornais), Portugal transformou-se numa terra de opíparos negócios ... para estrangeiros, nomeadamente alemães, está claro. Com a mão-de-obra barata, amansada sob a ameaça de despedimento e de escassez de postos de trabalho, nada melhor do que transferir para aqui as fábricas até agora em países politicamente instáveis.

E ainda existem, avulsas, outras oportunidades nesta espécie de totoloto para eles (roleta russa para nós). É fácil, é barato, dá milhões. Como, por exemplo, comprar edifícios de luxo a preços de saldo. Um exemplo disso é o edifício Báltico, no Parque das Nações, agora vendido pela omnipresente Mota-Engil a um grupo alemão por 43 milhões de euros. Um negócio da China sabendo que só os CTT, que ocupam parte do edifício, pagam de renda anual 3,8 milhões de euros.

Para saber mais:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/alemaes-gastam-milhoes-na-compra-de-imobiliario-em-portugal

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