ANA, mulher de vida fácil


Os pais, Vítor e Maria Luís, venderam-na ao desbarato, a estrangeiros. Todo o dinheiro lhes é escasso para as suas negociatas, jóias, hábitos perdulários, carros de estadão. Fizeram prometer, aos compradores, que a tratariam bem, a ela e aos clientes dela.

Mal se viram na posse da ANA, os seus donos porém fizeram-na aumentar já por duas vezes as tarifas. Quem a quiser ocupar tem que pagar, e pagar cada vez mais.

E assim se vai transformando, este país, num imenso alcoice para gozo de uns quantos, poucos mas possantes, estrangeiros e estrangeirados. Aos outros, à imensa maioria, sem dinheiro para entrar no bacanal, resta-lhes assistir à pornografia entre golfadas de nojo. 

Num túnel sem luz ao fundo.

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