helder e a bufa assanhada


Há gente que, com vossa licença, não fala, bufa-se. César das Neves, Camilo Lourenço, Catroga, Jonet, tantos e tantos dos engajados na praça para nos vender o peixe dos reis pe(s)cadores, abrem a boca e imagino gases a soltarem-se-lhes das cavidades bocais com o estrépito de foguetórios em dia de romaria. Dizem, mentem, torcem a verdade, contorcem as evidências para provar o reprovável.

Até aqui eu aguento. Deixá-los descuidarem-se, os incontinentes. Limito-me a tapar o nariz.

Pior é quando é um membro do governo a jorrar, da boca para fora, o mesmo tipo de bombinhas de mau cheiro. Hoje foi a vez de Rosalino. Veio dizer que é mais equitativo cortar nos salários a partir dos 675 euros do que a partir dos 1500 euros.

Alega a criatura que, assim, o pessoal mais qualificado (leia-se: o que ganha mais, o que nem sempre é sinónimo de mais-valia profissional) não será tão prejudicado uma vez que os menos ricos (embora, com 675 euros, já o seja quase) contribuirão também para os rombos que o Estado vai dando à nossa conta. Por conta da casa.

Claro que, para mim, nem sequer é justo cortar em salários de 1500 euros. Ao que eu saiba, mas o mundo dá muitas cambalhotas e posso estar enganado, 1500 euros não é um ordenado principesco, dá para viver, não para gozar a vida nem para extravagâncias.

Não há quem os cale. Amanhã, outro que tal abrirá a boca. E o traque dar-se-á. 

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