pecado mortal




Confesso que gosto muito mais do Francisco do que do Bento - até porque já temos São Bento que, ultimamente, não nos tem trazido nada de bom - mas não é caso para tanto. Vejam-se os preparos em que puseram o auto-deposto Ratzinger, coitado, feito drag queen e dos mais patéticos. Culpa de uma organização gay italiana que quis, assim, atrair gente para os seus debates sobre homossexualidade e religão. Golpe publicitário, pois foi. Deu que falar, pois deu. Mas com aquela carantonha de pestanas arremelgadas, rímel de puta velha e rouge de stripper em cabaret decadente, acho que foram mais os que se alapardaram com os deméritos do emérito do que aqueles que foram ao evento atraídos pelo herético cartaz. Por pouco mérito que tenha, isto não se faz ao emérito.

"Uma blasfémia e uma afronta a toda a comunidade religiosa", vociferou um dos jornais de Sílvio Berlusconi, logo dele, o rei do Bunga-Bunga e de moral mais do que duvidosa. 

Aconselho a que o próximo cartaz seja com o Sílvio, vestido e maquilhado como uma deusa romana. Isso sim, seria o escândalo sem se alardear este "desprezo pela autoridade religiosa", como acusou o Corriere della Sera.

Deles, os autores do cartaz, não será o reino dos céus, até porque São Pedro não é São Bento. Lá, a gula, a lúxuria, a avareza, a ira, a inveja, a preguiça e a vaidade não entram, nem com o beneplácito de um presidente, mesmo que de República.

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