um estado de estadão

Miguel Manso/http://www.publico.pt


Vejam-se os carros, dos ministros e correlegionários. Aqui nada se poupa. Não é como na Holanda ou na Suécia, esses sim, países pobres onde o espavento do Estado é reduzido ao mínimo e reservado a ocasiões especiais.

Por cá, basta um beberete, uma conferência de imprensa, um conselho de ministros, para os automóveis de alto gabarito se acumularem pelas redondezas do lugar do evento.

Soube-se hoje, também, que governo isenta, de cortes salariais, motoristas, auxiliares e secretariado dos gabinetes. Faz todo o sentido. Quem tanto se dedica à causa pública e à coisa que nos governa merece tratamento de excepção. 

As malfeitorias são tantas que esta decisão, ao lado de todas as outras, é apenas um pequeno arroto entre a caganeira vigente. Nada que nos indigne. 

Siga a marcha!

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