o governo, a choldra e o maio de 68


Por Carlos Esperança

Em maio de 1968, no alvoroço da contestação, surgiu um slogan onde a premonição e a fantasia se conjugaram: «Quem sabe, faz; quem não sabe, ensina».

Que melhor síntese poderia classificar a fuga de Durão Barroso, quando, incompetente para remodelar o seu governo, que se desfazia, emigrou para Bruxelas!?

Os relevantes serviços prestados à divulgação das armas químicas, de Saddam Hussein, e a eficácia do catering que assegurou a Bush, Blair e Aznar, nos Açores, fizeram dele o presidente da Comissão Europeia, donde ensina aos países, nomeadamente a Portugal, como se devem comportar os seus governos e os Tribunais.

Agora, enquanto uns serventuários lhe preparam o terreno para concorrer à presidência da República, em Portugal, vai nomeando extremistas liberais falhados para o órgão a que falta legitimidade democrática.

O ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, depois de afirmar o seu fracasso no Governo português, vai presidir ao Grupo de Alto Nível para a Tributação da Economia Digital, grupo, ou bando, em formação que «terá a missão de apoiar a Comissão Europeia, presidida por Barroso, no desenvolvimento de uma política fiscal para aquele sector».

Depois do fracasso a governar, Vítor Gaspar vai ensinar. Tal como Durão Barroso.

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