a canonização do virtuoso

Passos Coelho, a ministerial figura, já veio avisar de dedinho em riste: na campanha eleitoral em curso não quer ouvir mentiras nem falsas promessas, exige que o processo se desenrole com lisura, total transparência perante os portugueses que lhe merecem, a ele, o maior respeito e até, vá lá, alguma veneração.

Coelho, ele mesmo, a ministerial figura, que mentiu antes das eleições legislativas, que mente após as eleições legislativas, que pontapeia a Constituição e desgoverna em prol de um pequeno grupo de portugueses afectando todos os outros, que se está nas tintas para o sofrimento alheio, que rasga todo e qualquer contrato que o Estado tenha assinado desde que esse contrato envolva o povo, nunca o polvo que nos estrangula, é esse mesmo, a ministerial figura, dedicado esposo e pai extremoso, que vem agora dizer que os políticos, os da oposição claro, se devem comportar com decoro, dizendo a verdade, só a verdade e nada mais do que a verdade aos portugueses.

Com tantas virtudes, das mais excelsas que pode haver, não percebo porque é que Coelho, a ministerial figura, ainda não recolheu a um convento, em perpétua oração.

De uma forma ou de outra, providenciem-lhe a extrema unção. E canonizem-no.

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