verbo e verba

Por Fernanda Mestrinho

Primeiro o Verbo e depois a Verba - foi assim, no parlamento, que Natália Correia (fazia 90 anos esta semana) levou o ministro das Finanças Cadilhe a recuar num corte à cultura.

Que diria ela, de cabeça levantada e boquilha, desta gente? Foram servis e são, agora, tratados como maridos enganados. Afinal, um estudo do FMI (o Verbo) diz que a "velocidade" da austeridade (a Verba) pode ser prejudicial. Um tal cônsul do PSD, Marco António, imagine-se, veio indignar-se com esta traição.

Indignados estamos nós. Como dizia Bagão Félix, até os mortos não escapam. Quando vão tirar dinheiro a pessoas com mais de 90 anos, pensões de sobrevivência de 1050 euros, já é uma forma abutre de governar. Como foram ao subsídio de desemprego ou de doença.

Incapazes no Verbo com quem tem dinheiro, são vorazes com a Verba (carteira) dos cidadãos. Precisam apenas de uma caneta? e de uma maioria. A receita do IVA, em relação a 2011, desceu 3 mil milhões: por fuga, agora justificada, e baixa de consumo interno. Continuam a não perceber?

Carlos Moedas ainda mexe na folha excel ou já está na mobilidade especial? Pedro Lomba não virou excedentário?

Por isso me faz falta Natália Correia e as noites mágicas no "Botequim da Liberdade", como lhe chamou Fernando Dacosta no livro que me vou deliciar a ler. Atravessei Angola com ela e essa memória perdurará sempre para mim.

Creio que ela classificaria esta gente como subalimentados do sonho. Não têm uma ideia para e do país.

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