o crime não compensou

Disseram-nos que era preciso baixar a dívida pública, que teríamos que fazer sacrifícios. Assim fizemos. A contragosto. À força. Foram-nos aos salários, foram-se aos impostos. Retiraram-nos direitos, esquecendo os seus deveres, os mais básicos num país que se queria civilizado, humanista. Não deixaram por explorar toda e qualquer oportunidade de nos extorquir dinheiro, em impostos, em subsídios, em cortes a torto e à direita. 

Terá valido a pena? A dívida baixou? Não, muito antes pelo contrário. Este quadro não me deixa mentir e vem no Expresso, jornal que, ao que eu saiba, mas estamos sempre a aprender, é insuspeito de simpatias esquerdinas.

No entanto, diga-se em abono da verdade, Passos conseguiu os seus intentos. O valor do trabalho baixou em Portugal e, se o deixarem, uma caricatura, um arremedo virá substituir o Estado Social. Transformado em caridadezinha e apartheid entre ricos e pobres. Mas os mercados gostam. E Passos também. O País poderá ser uma China em ponto pequeno, cheia de escravos dispostos a trabalhar por uma côdea de pão.

Imagem: http://expresso.sapo.pt

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