o medo é que não

Por Filipe Tourais

Ontem, as taxas de juro a 10 anos no mercado secundário atingiram quase 7,508%, para recuarem ligeiramente para os 7,333% no final da sessão. A cinco anos, a taxa chegou a estar acima de 7%, acabando o dia nos 6,886%. O segundo resgate anda nas bocas do mundo, mas agora chamam-lhe "programa cautelar" para que não soe tão mal. Dois anos depois de Sócrates, a mesma chantagem dos mercados, mas agora com uma dívida 30% maior, mais meio milhão de desempregados e um PIB bastante menor. A credibilidade de Portugal "lá fora" conta desde ontem com mais uma mentira a juntar à longa série de Maria Luís Albuquerque. E Cavaco Silva recomenda o tradicional bom senso para que não deitemos para o lixo os sinais positivos que, exceptuando alguma comunicação social que também os pinta, só se vêm das janelas de Belém e de S. Bento. Vésperas de OE 2013, que é como quem diz vêm aí mais cortes. Desta vez, o melhor povo do mundo tem umas eleições autárquicas ao seu dispor para dizer o que quer da vida: podem levar tudo, menos o medo de mudar.

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