bye irlanda

Por Fernanda Mestrinho

E aqui estamos “orgulhosamente sós”. A Grécia era a peste, a Irlanda o exemplo. A marabunta guinchante já berra que a Irlanda se entendeu partidariamente e não teve Tribunal Constitucional. Primários…

Esquecem-se que a Irlanda tinha uma situação social (salário mínimo de 1400 euros, ouviram?) para uma almofada de cortes racionais. Ignoram que a Irlanda teve sempre um governo defensor do seu povo. E fala inglês.

Aqui, por incompetência e cegueira ideológica de pacotilha, quiseram sempre ir além da troika com a maioria de salários miseráveis e reformas obscenas. Tiveram o apoio de bastantes iluminados nas televisões, que acicatavam sempre e sempre para mais destruição de tudo o que eram serviços públicos. Vejo, agora, que o economista Cantiga Esteves preside à privatização dos CTT ou Vasco Rato pode ir para a Fundação Luso-Americana.

Estão eufóricos com a saída da “recessão técnica” deste trimestre. Se o Tribunal Constitucional não der uma ajuda, o país afunda-se no charco, ainda mais, no próximo ano. Há ano e meio que falo do consumo interno para ajudar o crescimento económico. Reformar o Estado dá trabalho, destruí-lo é fácil. O papelucho, finalmente conhecido, aponta para isso mesmo. 

Nesta altura dá vontade de repetir Kennedy “Ich bin irisch” e não estar sujeita a esta liquidatária comissão governamental.

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