os heróis de rilhafoles

Tiago Petinga/Lusa/http://www.ionline.pt
Loucas, loucas, loucas andam as galinhas. E os galos também. E os galarotes. E os galifões. E os garnizés.

Ainda se fazem lobotomias? Ainda se aplicam choques eléctricos? Pelo menos, internem-se. No Limoeiro ou em Rilhafoles, tanto se me dá como se me deu. O que é preciso é arredá-los dos centros de decisão. O que é preciso é que não façam mais mossa. A loucura tomou conta do mundo e a epidemia alastrou-se a Portugal com toda a força. Deve ser das carnes gordas, do açúcar, das manteigas finas, dos enchidos, dos fumados, dos charutos, do excesso de Sol na moleirinha, das manias de grandeza. A riqueza acumulada deu-lhes a volta à cabeça. Deu-lhes cabo das meninges ou apanharam meningite. Querem mais, querem sempre mais. Mais dinheiro, mais poder, mais submissão aos seus interesses, mais pobres como sustentáculo das suas fortunas. Querem a ignomínia, a mentira, a avidez, a crueldade, a indiferença e, ah!, a caridade, como poderiam esquecer a caridade que tanto apazigua as suas consciências de gente de bem?

Devem estar loucos. São loucos. Se não há lobotomias, se não podem ser tratados a choques eléctricos, isolem-nos em Rilhafoles.

É pedir muito?

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