tão bonzinhos que eles são

Dan Chung/AFP/http://rt.com
Hoje celebrarão, os que tiverem a hipocrisia de o fazer, o Dia Mundial da Bondade. Só não sei de que bondade se fala quando se fala de bondade. A bondade que leva os Estados Unidos, o "bom gendarme" do mundo, a invadir países para os "democratizar" matando, de caminho e como quem não quer a coisa, milhares de inocentes? A bondade que leva "ajuda humanitária" dos países ricos para os países pobres, sem contudo se fazer seja o que for para erradicar de vez essa pobreza? Ou a bondade com que alguns portugueses, até isso virou moda, vão levar comida aos sem-abrigo como quem, no dizer feliz de Helena Roseta, vai atirar milho aos pombos? Ou a bondade que faz com que, agora, também os hospitais recolham restos de comida para os oferecer aos desvalidos que tiveram a pouca sorte de por aqui nascer e por aqui vegetar? Ou a bondade que leva os partidos de direita, reserva de tantos cristãos com o credo na boca e a indiferença no coração, a esquecer os mandamentos de Cristo e a enterrar ainda mais na pobreza quem nunca de lá saiu? Ou a bondade com que os partidários do "tea party" americano recusam os cuidados básicos de saúde a milhões de americanos?

Por mim, não celebro o dia da bondade coisíssima nenhuma. Celebro o Dia Mundial da Revolta. Todos os dias do ano. Contra a Caridade em vez da Solidariedade. Contra o Egoísmo em vez da Generosidade. Contra a Barbárie dos neoliberais, neofascistas e outros que tais. Isso sim. Celebro. Sem bondade nenhuma porque, se não for a bem, que vá a mal. A bondade não dá de comer a ninguém. Esta bondade que se celebra hoje.

Hoje, ao menos hoje, pratique uma boa acção. Esconjure Passos e quem o apoiar.

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