para pouca saúde, mais vale nenhuma?



Quem sou eu, que de finanças mal percebo e de economia nem falar, para vir para aqui alvitrar a saída de Portugal do euro e desta União Europeia que, hoje, mais não é do que a União de Estados Germânicos, um novo império colonial de senhores e de escravos em pleno século XXI?

A tortura já dura há muito. Andamos desde 2008 a viver na corda-bamba, com cortes sucessivos na nossa qualidade de vida, sem que se veja o fundo ao tacho, a não ser aqueles que vivem de tachos e de panelinhas onde chafurdam com gulodice políticos e empresários, advogados e deputados, ministros e ex-ministros, consultores que foram políticos, comentadores alvissarados que se fingem independentes, meras correias de transmissão das tramóias e falsas glórias do poder instalado à força de mentiras e propaganda.

Nem os partidos à esquerda do PS se atrevem a ser claros e a propor a saída do clube dos mafarricos e fazer dois ou três manguitos à frau fraude, mostrar-lhe o dedo do meio, excomungá-la, expurgá-la das nossas vidas. Os mercados, de que ela é fiel serventuária, mandam, corroem, chantageiam. 

Que fazer então?

Pergunto apenas. Com angústia, raiva, esperança de que a História seja mais forte do que os minúsculos seres que a querem domar. O mundo, e não só Portugal, tem que ser outro. Por sobrevivência, sentido de honra e de justiça, o que quiserem, tudo o que quiserem, mas tem que ser outro.

É preciso discutir seriamente esta questão. Que consequências? Que vantagens? Que perigos? De que humilhações, sujeições, subjugações nos veríamos libertos? Que homens e mulheres existem em Portugal capazes de fazer, em meia dúzia de anos, o que o centrão não fez em quarenta por incompetência, desmazelo, corrupção, clientelismo, ou seja, transformar finalmente este país numa pátria apetecida, independente, progressista e de progresso?

Já batemos no fundo há muito. Agora, só podemos cavar ainda mais baixo o poço. Perfurar ainda mais longe o túnel. Sem luz à vista. Ou derrubar as barreiras que nos separam de um país inteiro e limpo.

Comentários

Tristan Reveur disse…
tudo boa gente, enfim.
Anónimo disse…
O que fazer????
Colocar na cadeia quem endividou os estados com obras de soberba para se pavonear perante o povo e garantir a continuação do taxo!!!
Onde estão hoje os políticos que assinaram PPP's e endividaram os nossos filhos e netos???
Onde estão os advogados das grandes sociedades que colocaram à disposição dos poiliticos estes instrumentos???.... em último caso a defende-los em tribunal, pois sabem as manhas da justiça para lhe escapar!

António Catarino

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