governo: comissão de extinção de portugal

O PCP e o BE queriam um inquérito parlamentar ao processo de oferta, porque de oferta se trata, dos estaleiros de Viana à Martifer.

O PSD e o CDS, partidos que, como se sabe, contam com gente de suprema inteligência e refinada malícia, para não usar outros termos menos próprios num país "democrático", resolveram apoiar o inquérito sim mas, que rufem os tambores!, aos protagonistas do processo durante o governo Sócrates.

Deviam ter vergonha. Mas não têm.

O que está em causa, o que os portugueses querem saber, tintim por tintim, é só isto: porque é que uma empresa destas é, pura e simplesmente, alienada por dez réis de mel coado? 

Ah! Não é oferta, não é alienação, não é destruição. É uma, reparem como as palavras podem soar benignas, subconcessão. Este governo, de imaginação sem par, continua a recriar o vocabulário português.

Entretanto, por causa deste caso, não esqueçamos as outras empresas vitais que a Comissão de Extinção de Portugal, vulgo governo, se prepara para mandar para o estaleiro ou, melhor, para o galheiro: os CTT e a TAP. Fiquemos alerta. Antes que acordemos, e já faltou mais, numa colónia repartida pela Alemanha, Angola e China. E todos sabemos o que se fazia aos povos colonizados.

Sob uma capa de modernidade, progresso, civilização, democracia, palavras com que esta gente enche a boca, há muitas formas de escravatura.

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