ou, então, merda às colheres


Nos meus tempos de ganapo, havia uma expressão que se costumava arremessar a título de insulto: "ou és parvo ou comes merda às colheres!"

A frase caiu em desuso, o que é pena, mas lembrei-me dela a propósito do professor Marcelo que, ontem, apelou para a "generosidade natalícia" do Tribunal Constitucional para com o governo.

Por mim, por todos ou quase todos, dispenso tal generosidade. Já bem me basta a generosidade do governo, que aliviou a canga de tantos que ficaram sem trabalho, dos velhos que ficaram com a pensão minguada, dos trabalhadores que ganham menos e pagam mais, de tantos milhões de cidadãos aliviados na carteira, na saúde, na educação, na paciência.

Por mim, por todos ou quase todos, o que quero é que o TC cumpra o seu dever e que ignore as pressões de Governos, Fundos, Presidências, Comissões e outras comichões no traseiro dos senhores de vida fácil.

Aliviem-nos deste governo. Isso sim, é que era generosidade, uma prenda de Natal que ia durar o ano inteiro, com sorte muitos anos até.

Vou escrever ao Pai Natal. Pode ser que esse, ao menos esse, me oiça e me faça a vontade. Nunca se sabe.

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